por Marcos de Paula

A Terapia em Grupo

Não raramente me deparo com pessoas que me perguntam sobre a técnica da Terapia em Grupo, que trata sobre prática terapêutica que colabora para que as pessoas envolvidas possam superar seus problemas e desafios dentro de um grupo reduzido de pessoas acolhedoras, mediado por um profissional capacitado também com sua escuta analítica apurada e sempre atento às mais diferentes e/ou sutis manifestações dos participantes, como o olhar, o falar, o movimento do corpo, as expressões faciais.

Geralmente procuro formar cada grupo com até seis pessoas, pois os trabalhos aplicados fazem com que ocorram uma crescente e consistente interação e sintonia entre todos, ainda mais se considerarmos uma sessão semanal de até uma hora e meia, num ambiente sereno e aconchegante para compartilhar experiências que possam relatar sofrimentos e sentimentos “limitadores” que nem sempre conseguimos superar sem ajuda; pois sabemos que cada pessoa é única em sua dimensão de entender-se e compreender o seu contexto.

Mesmo aquelas pessoas que sentem vergonha de expor os seus problemas em grupo, acabam se beneficiando dessa técnica, pois os assuntos vão emergindo naturalmente, até mesmo na forma de exemplos e de acontecimentos com outras pessoas”, proporcionando assim a chance de se identificarem com essas questões frontalmente ou de forma transversal, o que “alivia” possíveis maiores impactos desconfortantes.

Além dos benefícios comentados acima, destaco ainda o fator do investimento financeiro ser bem menor se comparado com a sessão de análise individual, pois a estrutura física/ambiental é partilhada entre todos, dentro de uma perspectiva de harmonização, solidariedade e respeito mútuo, favorecendo assim a evolução e a autonomia de cada participante.

Marcos de Paula

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Marcos D. de Paula é psicanalista, atendendo adolescentes e adultos na zona sul de São Paulo. Participa também do grupo Big Riso, voluntários que se vestem de palhaços e visitam hospitais do Grande ABC e de São Paulo, levando alegria e descontração, dentro de uma perspectiva de humanização hospitalar.