por Marcos de Paula

A depressão já afeta mais de 350 milhões de pessoas

Segundo as últimas pesquisas da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 350 milhões de pessoas no mundo padecem de depressão ou problemas mentais, afetando homens, mulheres e até mesmo crianças e adolescentes de todas as regiões e classes sociais, inclusive as comunidades ditas com maior nível de desenvolvimento humano, pois são várias as questões e situações que podem favorecer a instalação e desenvolvimento dessa desafiante doença.

Alguns dos sintomas que podem caracterizar a depressão, e que ocorram pelo menos por duas semanas, são: estado de espírito depressivo na maior parte do dia; diminuição do interesse ou prazer pelas atividades; redução do apetite, perda ou ganho significativo de peso sem estar relacionado a regime alimentar; insônia ou hipersônia [ter muito sono]; agitação psicomotora ou apatia; fadiga ou perda de energia; sentimento exagerado de culpa ou de inutilidade; diminuição da capacidade de concentração e de pensar com clareza e pensamentos recorrentes de morte, ideação suicida ou qualquer tentativa de atentar contra a própria vida.

Podemos reconhecer que um dos grandes gatilhos para a depressão é sem dúvida o estresse, que além de afetar a saúde dos neurônios, acaba sendo provocado por agentes estressores como a violência urbana, agressão física, abuso sexual, assalto, seqüestro, acidentes, catástrofes naturais, competição profissional exacerbada e até mesmo o consumo de drogas lícitas e/ou ilícitas; que muitas vezes geram depressões profundas e que comprometem principalmente grande parte das relações afetivas e sociais, pois nem sempre as pessoas procuram entender e reconhecer verdadeiramente todo esse processo doloroso que pode ser superado com a somatória de esforços entre você, seu médico e a psicoterapia.

Um ótimo final de ano... com muita saúde, paz e felicidades!

Marcos de Paula

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Marcos D. de Paula é psicanalista, atendendo adolescentes e adultos na zona sul de São Paulo. Participa também do grupo Big Riso, voluntários que se vestem de palhaços e visitam hospitais do Grande ABC e de São Paulo, levando alegria e descontração, dentro de uma perspectiva de humanização hospitalar.